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Olá, pessoal! Finalmente, esta é a segunda parte do post sobre séries. Clicando aqui vocês vão conhecer a primeira e entender melhor os assuntos que iremos tratar, que são os testes de Bechdel e Mako Mori e quais são os requisitos que permitem que determinados seriados passem por esses testes. Então não vamos entrar em detalhes agora, ok? Vamos logo conhecer as outras cinco series que selecionamos para vocês.


Orange Is The New Black

Imagem: reprodução/internet

Para quem ainda não sabia, a personagem da Taylor Schilling (Piper Chapman) é baseado na vida da ex presidiária Piper Kerman, que publicou uma biografia contando como foi sua vida durante o tempo em que esteve presa. Piper Chapman é condenada a quinze anos de prisão por trafico de drogas, já que depois da faculdade ela entregou uma maleta com dinheiro para ajudar a namorada traficante. E é dentro dessa prisão que a história se passa. Piper passa a conviver com uma nova fase da sua vida, onde precisa se cuidar sozinha em um lugar que é tão perigoso quanto é inusitado.


Só tem mulher forte em OITNB
Nossa heroína também se vê envolvida com histórias de outras mulheres (um monte de mulheres, cis, gorda, alta, trans, mais velhas, baixas, negras, novas, ...) que precisam viver suas vidas de presidiárias sem deixar de sonhar com a liberdade, como por exemplo Sophia Burset, um ex policial que sempre soube ser uma mulher; Galina 'Red' Reznikov, durona e um pouco ameaçadora, mas que só quer proteger suas amigas dos males da prisão (uma mãezona). Além de precisarem lidar com o assedio e com os constantes e sempre emocionantes dilemas da amizade que cresce entre elas.


Empire

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Essa serie teria como foco contar a história do rapper Lucious Lyon, que saiu das ruas, criou um império musical e é dono da gravadora Empire. Mas a sua ex-esposa, que esteve presa por 17 anos, Cookie, rouba a cena. Ela retorna para retomar tudo o que roubaram dela. Cookie se envolveu no mundo das dos drogas para ajudar Lucious a criar sua fortuna e ficou na pior depois disso.


Adoro ela!
Ela é negra, encara questões raciais, mas é forte e guerreira. Além dela, muitas outras mulheres circulam pela série, sendo todas complexas e interessantes. Mas Cookie é a melhor de todas.


Scandal

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Olivia Pope (Kerry Washington) trabalhava como consultora de mídia da Casa Branca. A função dela era proteger e defender a imagem de pessoas publicas que pertencem a elite norte-americana. Olivia resolvia os problemas antes mesmo que as outras soubessem da existência deles (e fazia isso com maestria). Depois de deixar a Casa Branca, ela abre sua própria empresa, a Olivia Pope & Associates, para começar um novo capítulo em sua vida - tanto profissional como pessoal.

O fato do Presidente dos EUA estar aos pés da Olivia já é um ponto a mais para mostrar como o poder está nas mãos das mulheres nessa serie. No entanto, existem temas e diálogos muito mais profundos nos episódios. O feminismo está sempre nas entrelinhas, a violência doméstica é abordada por uma das personagens (Abby Whelan, Secretária de Imprensa da Casa Branca e interpreta pela atriz Darby Stanchfield ), como a mídia trata as mulheres e o papel delas na política também é focado.

"Eeles falam sobre suas roupas? Escrevem sobre suas coxas?"

                                                      
Sense8

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Sense8 narra a história de oito estranhos, os chamados sensates, que de repente começam a "compartilhar um cérebro coletivo". Basicamente, eles compartilham sensações, pensamentos e experiências uns dos outros. A série possui um lindo enredo representativo, as personagens sempre se mostram muito fodas. Não vejo como necessidade um discurso feminista ou contra o preconceito, nada do tipo, já que os momentos de representatividade acontecem de forma natural.

O relacionamento entre Nomi e Amanita é lindo
Nós temos uma hacker transexual lésbica, um ator mexicano gay que tem medo de sair do armário, uma empresária coreana badass que luta às escondidas e uma DJ que vive relacionamentos abusivos: esses são apenas metade dos oito protagonistas de Sense8. 

Como você pode imaginar, não é uma série para qualquer um. A diversidade de sexualidades, etnias, culturas e lugares são pontos marcantes da série, que bate forte na tecla da igualdade de direitos. Mas, mais que isso, ela mostra o quão é importante pensar no próximo e respeitar as diferenças.

Game Of  Thrones

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Sou particularmente muito fã dessa serie (e dos livros) por vários motivos, mas o que mais vale descrever aqui são as mulheres. Guerreiras, protetoras, lideres, perigosas. Tem para todos os gosto. 

Para quem não sabe, Game Of  Thrones se passa em uma época em que as mulheres são menosprezadas o máximo possível, elas devem ser submissas a tudo e todos. Entretanto, muitas delas decidem que seguirão o próprio caminho e passam por cima de quem tenta impedir. Pontos para George R. R. Martin (autor dos livros) que conseguiu retratar várias personagens completamente diferentes, realistas e indispensáveis para o desenrolar da trama.

Dany <3
É fácil se apaixonar por Catelyn, uma super mãe que precisa deixar os filhos para salvar o marido e ainda captura seus inimigos: sentimos o poder de Daenerys, uma jovem que comanda dragões e que decidiu que vai ser rainha (e que não precisa de um rei): lutamos como Brienne de Tarth, considerada estranha pelo seu jeito masculino, mas é uma grande guerreira que sonha em ser cavaleiro. Enfim, essa série também não é para qualquer um.

Gostou da lista? Tem alguma serie que ficou de fora? Então comente aqui com a gente. E não esqueça de acessar o outro post para conhecer os primeiro cinco seriados.

--- NOTA---

Este post foi escrito pela Alessandra e revisado por mim (Tamires). Vamos dar os devidos créditos, né? rs

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Semana passada listamos aqui no blog 5 filmes leves, live-action, que passam nos testes Bechdel e Mako Mori. Para entender o funcionamento dos dois testes, clique aqui. Como prometido, hoje eu trago a continuação do post anterior, dessa vez com 5 animações que passam nos mesmos testes. 

E por via das dúvidas, os avisos de sempre: talvez até surjam alguns pequenos spoilers, mas para evitar ainda maiores eu não vou citar as cenas ou os motivos que fazem esses filmes passarem nos testes. Confiem em mim e aproveitem a lista!

Coraline


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Baseado no livro de Neil Gaiman, essa animação em stop motion segue a história da protagonista homônima, uma menina que acabou de se mudar para uma casa entediante. Ela acaba descobrindo uma porta secreta em seu quarto que leva a uma versão alternativa (e muito mais interessante) do seu mundo. Só que aos poucos ela vai descobrindo que toda aquela perfeição é o que parece.

A magia do stop motion! <3
Coraline é uma menina curiosa, forte e inteligente. Apesar de seguir as características base da maioria das meninas protagonistas de histórias infantis, ela não é “perfeitinha” como elas, e aprende muita coisa com os “perrengues” que passa ao longo da trama. O filme também tem uma estética e um clima mais sombrios, então não espere por uma obra fofinha demais.


Lilo e Stitch


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A pequena Lilo vive no Havaí, sob a guarda de sua irmã, Nani. Ela vai a um abrigo para adotar um cãozinho e acaba pegando o mais estranho de todos, que ela batiza de Stitch. Só que o “bichinho de estimação” é na verdade uma experiência alienígena que escapou de seu criador ao ser exilada junto com ele, por ser hostil e perigosa. Enquanto o cientista tenta recapturá-lo, Stitch convive com Lilo e vai aprendendo valores e criando apego pela menina.

Essa cena é uma fofura, sério haha

Esse filme, além de ser um amorzinho, trás uma penca de novidades entre animações da Disney. Lilo e Nani formam uma família não convencional, e uma faz tudo pela outra. Nenhuma das duas segue padrões convencionais de beleza, nem têm foco em interesses românticos (o que Hollywood adora fazer inclusive com crianças). Ambas as personagens são muito bem construídas, e até o elenco secundário é recheado de mulheres.


Frozen


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Todo mundo conhece a história, mas lá vai sinopse. Elsa e Ana são princesas do reino de Arendelle. A primeira possui poderes de gelo que, desde criança, foi obrigada a reprimir. Os pais das duas acabam morrendo num naufrágio e, na coroação de Elsa, seus poderes acabam se revelando, obrigando-a a fugir. O problema é que sua escapada mergulhou Arendelle num gélido inverno, e Ana vai atrás da irmã, a fim de fazer as pazes e acabar com o frio.



Eu não sou “hater” de Frozen, mas reconheço que esse filme tem algumas falhas. Apesar disso, não há como negar que ele representa, sim, uma fase de mudanças entre as animações infantis. Assim como Lilo e Stitch, o foco é a relação das duas irmãs e o amor entre elas. A animação também traz algumas ironias e desconstruções de clichês e estereótipos de filmes de princesa. Apesar de escorregar no gelo em alguns momentos (trocadilho inevitável, desculpa), a mensagem é passada de forma descontraída para crianças, que aderiram massivamente ao filme.


Valente


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Merida é filha do rei Fergus e da rainha Elinor. Determinada a seguir seu próprio destino, ela desafia a tradição local de criar uma competição pela mão da princesa, e entra na disputa por sua própria mão. Ela acaba despertando a fúria de todos, inclusive sua própria família, que invalida a disputa. Seus atos seguintes desencadeiam em graves consequências para todos.

A Merida é linda e gente como a gente
Mais uma vez, o foco da animação é na relação familiar (especialmente de Merida e sua mãe). Elinor é a representação da esposa-e-mãe-de-família-perfeita, enquanto Merida é rebelde e dona de si mesma. O choque entre as duas é grande, enquanto a trama se desenvolve em torno da aceitação de uma pela outra.


Meu Amigo Totoro


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Mei e Satsuki acabaram de se mudar para uma comunidade rural, para ficarem mais próximas da mãe, que está se recuperando em um hospital. Elas exploram animadas a nova casa e as redondezas, Além de ajudarem o pai nos afazeres domésticos, elas cuidam uma da outra. Em uma de suas brincadeiras, Mei acaba encontrando uma grande criatura adormecida, que ela chama de Totoro. Com o tempo as meninas acabam virando amigas da adorável criatura.

Grandalhão adorável!
Novamente, as relações familiares entram em cena nessa produção. Assuntos sérios são tratados com delicadeza, assim como as aventuras das meninas com Totoro. De fato, a delicadeza é exatamente a característica principal dessa animação, que tem uma história simples, mas muito agradável de se ver.

Gostaram da lista? Tem mais alguma animação para citar? Conta tudo pra gente nos comentários!

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Nós já tivemos aqui no blog uma lista com 5 séries que passam nos testes de Bechdel e Mako Mori. Para entender mais, leia aqui. Ainda estamos devendo a continuação desse post, mas ela virá, juro! Enquanto isso, trago hoje uma nova lista, dessa vez de filmes que passam nos mesmos testes. 

Para dar uma filtrada, eu optei por filmes pop (como pede a coluna) e mais leves pra essa primeira parte. Novas listas devem aparecer por aqui, e assim vamos trazendo filmes diferentes, com outras propostas. Por enquanto, vamos focar em produções divertidas, mas que além de passarem nos dois testes, fogem de estereótipos e trazem boas mensagens para o público feminino, ao mesmo tempo em que entretêm.

Mais uma vez, para evitar que surjam spoilers em todos os tópicos e não escrever uma página pra cada filme, não vou citar exatamente quais os motivos para esses filmes passarem nos testes. Então pega na minha mão e confia em mim! Nessa primeira leva, vou fazer dois posts: o primeiro só com live-actions e o segundo só só animações. Serão 5 filmes em cada lista. Enfim, chega de falazada! Espero que gostem das sugestões!


Para Sempre Cinderela

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Eu amo esse filme e vou defendê-lo! Pra começar, é uma versão de Cinderela em que a protagonista não é completamente feita de trouxa submissa à madrasta e às irmãs malvadas (que nesse filme é uma só, a outra é boazinha <3 ). Danielle (Drew Barrymore) tem gênio forte e desafia ordens não apenas uma vez, mas várias.

Melhor - Cinderela - EVER

Uma das melhores coisas do filme é a relação de Danielle com o príncipe. POSSÍVEIS SPOILERS, MAS TODO MUNDO JÁ DEVE TER VISTO ESSE FILME. Pra início de conversa, temos um ponto em que os papéis de mocinho e mocinha se invertem, e ELE é salvo por ELA. Gente, isso já é lindo demais e nem precisaria de mais motivos pra acharem esse filme maravilhoso.


Meninas Malvadas


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Assim como minha lista anterior tinha um item obrigatório, esta aqui também tem. Se a gente fala de um filme leve e divertido que passa nos dois testes, na hora vem à mente Meninas Malvadas. Mais uma pérola da Tina Fey, a história gira em torno de Cady (Lindsay Lohan), que viveu até os 16 anos na África com os pais zoólogos, e agora tem que se integrar numa escola normal.

Jingle Bell Rock!

O filme retrata rivalidade feminina como “um mal a ser combatido”, o que já é um ponto positivo. A mesma cena que põe essa rivalidade por terra (que não vou dizer qual é mesmo sabendo que todo mundo viu esse filme também) ainda ressalta que cada um é importante à sua maneira. Isso tudo, na roupagem de uma comédia adolescente super divertida.


Histórias Cruzadas

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Tá que a mensagem desse filme não é exatamente leve, mas especialmente a forma como ela é apresentada o transforma num filme divertido, sem perder o potencial de fazer pensar. Ele retrata o racismo sofrido pelas empregadas negras durante a década de 60, que acaba virando tema de um livro escrito por uma jornalista.

"Ninguém nunca me perguntou como era ser eu"
Ter a Viola Davis já é mais que motivo pra alguém ver qualquer coisa, só falando...

Eu não vou entrar no mérito da relação pessoa-branca-que-salva-pessoas-negras, porque não me acho a melhor pessoa para falar disso. Por isso foco na forma como o filme trata segregação racial, e o fato de que mesmo após o fim da escravidão, os problemas dos negros ainda estavam (e infelizmente, ainda estão) longe de acabar. 


Mamma Mia


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Eu amo ABBA. Dancing Queen leva a movimentos involuntários no meu corpo, e eu literalmente quebrei meu computador para poder assistir à cena de The Winner Takes It All nesse filme (longa história). Então é tamiresmente impossível (neologismo egocêntrico <3) deixar de falar dele. A lista de pontos positivos desse filme é enorme, então fiquem com a sinopse e ASSISTAM.

"Eu sou livre e sou solteira"
E também é maravilhosa!

Sophie (Amanda Seyfried) vai se casar, e quer descobrir quem é seu pai, para que ele possa levá-la ao altar. Ela lê o diário de sua mãe, Donna (Meryl Streep) e descobre três possíveis candidatos e envia convites para todos. Eles acabam aceitando, desejando reconquistar Donna, que se vê numa enorme confusão, segundo o locutor da Sessão da Tarde


Matilda


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Matilda (Mara Wilson) é uma menina extremamente inteligente que nasceu na família errada. Maltratada e menosprezada a vida toda, ela descobre o amor pela leitura e, em um certo momento, desenvolve telecinese. O que poderia ser uma segunda versão de Carrie, a Estranha é um dos filmes infantis mais adoráveis, na minha opinião.

"Aqueles livros deram a Matilda uma mensagem esperançosa e reconfortante: você não está sozinha"
Simplesmente amorzinho <3

A menina acaba usando seus poderes para superar seus problemas e se divertir, além de ajudar sua professora, Jennifer (Embeth Davidtz), a superar seus medos e problemas do passado. A união e a amizade entre as duas é construída de uma forma delicada, e acaba que é isso que faz com que ambas possam vencer os obstáculos da trama.

E aí? Gostaram da lista? Têm sugestões pra gente? Conta nos comentários, e esperem por mais posts como esse!

Pensando especialmente em dar visibilidade ao espaço ocupado por mulheres nas diversas mídias, estreia hoje a coluna Mulheres na Cultura Pop. Neste espaço vamos falar de séries, filmes, livros, quadrinhos, games, enfim, as mais diversas produções culturais feitas por, para e sobre mulheres. Esperamos que gostem da novidade!


O teste de Bechdel foi criado em 1987 pela cartunista americana Alison Bechdel, em um de seus quadrinhos. O teste consiste em analisar a representatividade de um filme a partir de três requisitos:

1. Deve ter pelo menos duas mulheres.
2. Elas conversam uma com a outra
3. Sobre alguma coisa que não seja um homem. 

O quadrinho que originou o teste - Imagem: reprodução/internet

Sabemos que esse teste é extremamente simples, e muitas vezes um filme que não passa nele pode, sim, ter um potencial representativo. Em contrapartida, filmes que são aprovados podem ser completamente machistas e estereotipados. Acontece que o teste de Bechdel funciona mais como um termômetro social do que como qualificação absoluta de uma obra.

Essa carência motivou, inclusive, a criação do teste Mako Mori. O nome é o mesmo da personagem feminina central de Círculo de Fogo. Mesmo sendo extremamente representativa, a personagem não conversa com nenhuma outra mulher no filme, que não passa no teste de Bechdel. Uma usuária do tumblr então propôs o teste Mako Mori, baseado na personagem. O filme deve, portanto: 

1. Ter ao menos uma personagem feminina
2. Com seu próprio arco narrativo
3. E que esse arco não é mero suporte para uma história masculina

A Mako Mori - Imagem: reprodução/internet

Ainda que também não seja absoluto para medir se um filme é bom, ele é bem mais completo para definir a relevância e a representatividade de obras específicas. Por isso, eu fiz uma seleção de 10 séries que eu gosto e que passam NOS DOIS testes. Abaixo seguem 5 delas. As outras 5 virão com uma surpresa! Não vou explicar exatamente por que essas séries passam (pode acabar rolando spoilers e quebrando a magia), então vocês terão que confiar em mim. Espero que este post sirva para enriquecer a sua coleção de novas séries (representativas) preferidas!

Unbreakable Kimmy Schimdt

"Seja você. Seja o que você quiser. E então se torne inquebrável" - Imagem: reprodução/internet

Se ainda não viu essa série da Netflix, criada por Tina Maravilhosa Fey e Robert Carlock, corre AGORA! Aproveita que dia 15 estreou a segunda temporada, faz maratona com os 13 primeiros episódios e já emenda uma na outra. A comédia gira em torno das descobertas de Kimmy, que após ser sequestrada pelo líder de um culto apocalíptico e passar 15 anos em um abrigo subterrâneo com mais três mulheres, finalmente conseguiu sair. Sim, a premissa é uma loucura! 

Kimmy e seu jeitinho <3

Além de passar nos dois testes, trabalham a desconstrução de vários estereótipos e clichês machistas. O elenco ainda é recheado de mulheres, de núcleos e personalidades diferentes. Só espero que na próxima temporada tenhamos mais mulheres de outras etnias (já que a primeira temporada já apresentou um homem negro e um oriental, tá na hora, né?).

Jessica Jones

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Eu sei que eu posso estar sendo redundante de falar desse sucesso da Netflix/Marvel, mas acho que é justamente porque ela é item obrigatório nesse tipo de lista que ela está sempre presente. Jessica Jones é uma série não apenas com (forte) elenco feminino em massa, como tem várias mulheres na produção. A trama, pra quem tava vivendo numa caverna não está familiarizado: Jessica é uma investigadora particular que possui super poderes, e está se recuperando do trauma de viver sob o poder de Kilgrave, um homem com habilidade de controlar mentes. Além de usar os poderes de Jessica, ele ainda abusava dela, sexual e psicologicamente. Tire toda a parte fantasiosa, e temos uma história sobre abuso, super plausível na nossa realidade.

Ah, e Jessica é uma FUCKING BADASS!

How To Get Away With Murder

Essa mulher!!!! - Imagem: reprodução/internet

Outra pedida obrigatória: uma série da Shonda Rhimes. Shonda é rainha em séries representativas para mulheres e outras minorias. Em HTGAWM, além da MARAVILHOSA (e ganhadora do Emmy pelo papel) Viola Davis como a protagonista Annalise Keating, temos um elenco jovem principal formado por uma mulher e um homem negros, uma latina e dois brancos americanos, sendo um deles homossexual. A diversidade sexual, inclusive, também é uma tema forte no seriado, bem como a própria liberdade sexual feminina.

Quem mais adora quando falam o nome da série/filme? haha

A série gira em torno de Annalise, uma professora de direito penal, que recruta cinco alunos para trabalharem com ela em seus casos. Diversos acontecimentos começam a se desenrolar quando quatro dos estudantes se envolvem num assassinato. 

My Mad Fat Diary

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Eu sou a louca das séries britânicas, então vai ter uma (ótima) série britânica aqui, sim. My Mad Fat Diary é uma dramédia baseada no livro autobiográfico "My Fat, Mad Teenage Diary", escrito por Rae Earl. A história começa com a saída de Rae da clínica psiquiátrica onde está internada após ferimentos auto infligidos, e tentando retomar uma vida normal ao lado dos amigos. Apesar de falar de assuntos sérios, especialmente doenças psicológicas, o humor é constante (e muitas vezes sobre pênis) e acabamos rindo mais do que chorando. 

Tá, o gif é meio tristinho, mas eu juro que a série é super divertida!

A série é toda subversiva: Rae é gorda, mas é divertida (mas sem aquele estereótipo do “gordinho simpático”) e pega o cara mais bonito da escola. Apesar de ter pontos de rivalidade feminina, esse conceito está sempre sendo quebrado, reforçando a amizade, especialmente entre a protagonista e sua amiga popular, Chloe. É uma série curta (o lado bom e o ruim das séries britânicas), então dá pra maratonar rapidinho.

Buffy, a Caça-Vampiros

Photoshoots e design dos anos 90: os melhores haha - Imagem: reprodução/internet

Aqui também tem espaço pra série que acabou há bastante tempo, viu? Sim, eu confesso que eu arrumei um espacinho aqui pra ela porque eu comecei a ver recentemente e só conseguia me perguntar: “COMO eu não peguei pra ver essa série antes?”. Essa eu acho que todo mundo sabe a premissa, né? Buffy é a escolhida para caçar vampiros, demônios e outras criaturas das trevas. E, pra piorar, está no meio da sua adolescência e quer viver uma vida ao menos um pouco normal em sua nova escola.

Além de chutar (vários) traseiros, Buffy é atrevida e sarcástica. Como não amar?
Mais uma vez, vemos estereótipos sendo quebrados nessa série: Buffy era popular na escola antiga, e atualmente anda com “os normais”. A famosinha da escola, Cordelia, apesar de fútil, acaba indo e vindo numa relação com eles. Um bônus: além de ser uma personagem forte em vários sentidos, as cenas de luta de Buffy são incríveis!


Por enquanto é isso. Aguardem as próximas 5! Tem sugestões de séries que ficaram faltando? Deixa aí nos comentários!