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A introdução do feminismo desde cedo se faz fundamental para o inicio de um empoderamento e para a quebra da sociedade machista construída pela cabeça patriarcal que vem perdurando de séculos ate os dias atuais.
Por esse motivo fiz uma seleção de livros com historias, e introduções ao feminismo de fácil leitura para todas com uma linguagem acessível a todas. 

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     1-     Capitolina (Varias autoras) 
Uma seleção de textos de diversos temas escritos por feministas na revista virtual Capitolina (As ilustrações também.  

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     2-     Eu quero ser eu (Clara Averbuck)
Com humor, senso critico e sensibilidade, a escritora Clara Averbuck conta a historia de uma menina rebelde que se recusava a mudar sua opinião para se encaixar na normalidade do mundo atual

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     3-  O Que É O Feminismo (Branca Moreira)
O livro da Branca Moreira confronta os problemas vivenciados pelas mulheres na sociedade atual fazendo um paralelo com os tempos medievais.

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     4-     Feminismo e política (Flavia Birolli e Luis Felipe Miguel)
O livro destaca temas de debates feministas e políticos explicando as teorias de forma simples fazendo com que todas as mulheres compreendam e se familiarizem com o assunto.



                                                                            Foto: Divulgação

Escrevi esse texto porque estou cansada de ver gente romantizando depressão.
Vamos lá, depressão é uma coisa séria e não um capricho adolescente, e nem uma invenção para chamar a atenção.

As crises são terríveis a ponto de não permitir que a pessoa saia da cama, se entregue a choros  pouco a pouco perdendo a vontade de fazer qualquer tipo de atividade.

Aceitação e tratamento são o fundamental para a sua vida, a doença em si não te prejudicará em nada, mas o modo que você digere palavras alheias sim.

Não deve ser normal falar para uma pessoa que sofre desse mal que a culpa é dela, que tudo pode se resolver basta querer. Assim como um monstro de mil braços a depressão agarra as vitimas e as sufoca de modo que elas nem ninguém são capazes impedir.
Tenho depressão desde os 16 e sinto crises existenciais constantes, por muito tempo me senti pressionada achando que a culpa era minha, que precisava me render alguma forma, ser grata a minha vida ou simplesmente “parar de frescura” como todos a minha volta recomendava.

Meu recado não é para essas pessoas que por muitas vezes por falta de informação ou simplesmente falta do que fazer recomendam para que pessoas que sofram desse mal simplesmente o deixem pra lá e aproveitem a vida que tem. A única coisa que eu tenho a dizer a pessoas que rodeiam alguém que sofre com depressão é: cuidado com suas palavras, algo que não te fere pode soar brutal a esse alguém, tomar cuidado com as palavras ditas é o mínimo que você deveria ter aprendido com a tia do pré.

Pessoa como eu que possuem o diagnostico, precisam mais do que nunca acreditar em si mesmas, realizar o tratamento e por hipótese nenhuma deixar seu brilho se corromper com amarguras alheias.

A culpa não é sua, e você não tem controle sobre seus sentimentos e tão pouco sobre esse monstro que te rouba à vitalidade, você não precisa da opinião dos outros e tão pouco da pena de ninguém.

Você é bem mais que tudo isso e não precisa de boas palavras e tão pouco de más, só precisa da coragem de ser tudo que és, sem limites, ou mentiras, mas com devaneios, ânsias, amores e loucuras, como qualquer outro ser. Acredite no atual momento estamos todos inabitáveis.  
                                                        Foto: Reprodução/internet


Nunca imaginei que sentiria uma paixão arrebatadora, até porque sempre liguei coisas do coração com perda de autonomia e razão, mas o tempo passou (impressionantemente de modo muito rasteiro) e eu me deparei com uma pessoa que roubou completamente meus pensamentos insanos e as minhas risadas escandalosas.
Meu medo da entrega podou com que eu me entregasse e eu relutei de todas as maneiras que pude, mas cheguei à conclusão de que estaria fazendo pior merda se deixasse o fulano sair da minha vida por não ter certeza do que realmente é amar.
Com o tempo de relacionamento percebi que não precisava abrir mão de nada para se amar, vi que era possível ser de alguém sendo completamente minha, e percebi que estava entregue a uma paixão saudável que me fazia amadurecer e preenchia a minha vida com uma magia que a solidão nunca tinha sido capaz de fazer.
Foi então, em um domingo à noite enquanto fazia uma retrospectiva da minha vida e escolhas que resolvi escrever esse texto para mulheres que pensam exatamente como eu pensava.
Querer ficar sozinha é algo completamente válido e normal, até porque ninguém será capaz de te fazer feliz se primeiramente você não for capaz de se fazer feliz, mas dai até abrir mão completamente de viver algo intenso e verdadeiro com um alguém pode (e vai) te render muitos arrependimentos futuros. 
Dividir suas historias, loucuras, devaneios com alguém que saiba valorizar cada uma dessas coisas é uma verdadeira delicia, olhar nos olhos dessa pessoa e saber que ela admira cada qualidade sua, e apesar de conhecer os seus defeitos está disposto a viver contigo tudo que tiver que viver.  
Por esses e outros motivos, percebi que o verdadeiro sentimento que faz com que você comece uma relação com alguém é aquele que não te impede de viver e sim aquele que te liberta, abre seus horizontes enquanto te faz sentir capaz de ser e fazer o que quiser no mundo.
O que prende, sufoca, intoxica e te impede de ser livre nunca deve ser rotulado como amor e tão pouco merece ser vivido.
O amor não te dá escolhas entre viver um romance ou uma carreira, não te obriga a formar uma família, e tão pouco dá palpite em suas roupas, comportamento, amizades.
 O verdadeiro amor te apoia, enche a cara contigo, e faz com que você se sinta livre para só assim sentir de verdade cada segundo da sua vida valendo a pena.



O universo infantil é regado de futilidades, princesas de corpos magros e feições delicadas, fadas madrinhas, príncipes encantados que surgem para salvar donzelas submissas e indefesas, além de outros estereótipos “encantados” prontos para modelar crianças para a vida adulta integrada a uma sociedade onde não existe espaço para as diferenças e tão pouco para uma igualdade de gêneros.
Pensando nisso, fiz questão de selecionar seis livros onde contos de fada são desbancados por histórias que realmente possuem algo a dizer.


1-    Malala, a menina que queria ir para a escola
A protagonista da história, além de real dá um exemplo de resistência, luta e emponderamento. Atualmente com 19 anos continua na luta pela a educação das mulheres de seu Pais.


2-    Procurando firme
Conta a história da personagem Linda- flor, uma princesa que deseja bem mais do que um marido e a submissão das regras de seu reino. Seu maior desejo é conhecer o mundo e se aventurar!


3-    Olivia não quer ser princesa
Olivia é uma porquinha irreverente que enfrenta uma crise de identidade infantil. Enquanto todas as suas amigas querem se tornar uma princesa, Olivia sente a necessidade de ser diferente, sonhar sonhos diferentes. Isso faz com que a contestadora porquinha busque alternativas para descobrir o que deseja ser


4-     Quase de verdade
Ulisses é um cachorro que late histórias para a sua dona, entre essas histórias uma aventura que viveu no quintal da senhora Oniria. Lá existia vários galos e galinhas felizes, porém a enorme figueira que tinha inveja de toda essa alegria  estava disposta a tudo para acabar com ela. 
Clarice Lispector mostra de forma suave e infantil  sentimentos humanos.


5-    Cici tem pipi?
Para Max a sociedade  era dividida em pessoas com pipi, que eram mais fortes por terem pipi, e as sem pipi. Até que em um belo dia, uma nova aluna entra para a turma de Max e o deixa intrigado. Cici não desenha florzinhas, joga bola, e anda de bicicleta. Logo o menino levanta a hipótese: Será que Ceci tem Pipi?
A história é incrível e trata as semelhanças e diferenças entre meninos e meninas.

6-    Pippi meialonga

A personagem tem apenas 9 anos, incrivelmente forte, sem pai e nem mãe Pippi aprendeu a ser independente e corajosa desde cedo. Possui sempre a resposta na ponta da língua, além de uma extrema confiança em si mesma.

 Tá aí uma das milhões e infinitas coisas que me incomodam absurdamente! Não é de hoje que sobrevivo quase que de modo obtuso aos ditames de grandezas que atingem, com assombro, a existência das mulheres – de muitas! Mas, enfim, onde mora o impasse? Eu respondo! No “inha”, no Mi, no Nay, no La, no Tha, e por aí vai! Tudo bem! Eu até entendo a facilidade promovida pele encurtamento, mas, então, por que diabo não nos deparamos com tanta fluidez em apequenar o masculino?! Pelo contrário, pois, ainda que notoriamente pequeno, são eles donos do “ão”. Logo, é Lucão pra lá, Murilão pra cá, Felipão de cá, e assim segue o roteiro.

Minha ideia, sem pretensões mais analíticas, é que há uma pura e grave ameaça a virilidade, pois quem se arriscaria a chamar um homem de Felipinho, por exemplo?! Claro, a menos que a intenção seja a sátira, não há aplicação que denote o contrário. E é aí a minha grande implicância, pois se relegado ao deboche ou ao atributo da fragilidade, é porque nós, ainda que gentilmente, somos fixadas no paradigma arrogante de nos postar em menor escala.


O problema, ademais, é tão irresolúvel e enraizado na mentalidade humana que, quando fazemos uso da formalidade nominal completa, incorremos no grande risco de arranharmos vulnerabilidades e amadurecermos relações de pouca empatia. Até mesmo porque o legado do menor e pequeno se incute afavelmente nas novas formas de nos invocarmos. É quase que um simpático ursinho de pelúcia estendido no meu colchão! Só que eu detesto ursinho de pelúcia e, portanto, requeiro por direito e certidão que se mantenha a designação abstrata que me ofertaram ainda pequena – sem mais, nem menos! Por favor. 




Sabe quando o estupro acontece? Quando você, ao sair de casa, passa por um ou vários homens que a encaram sem o menor pudor enquanto lançam suas cabeças e corpos que vão em conjunto a palavras reduzidas à extensão do seu corpo, à idade, ou ao mérito da gostosura. E você?! Disciplinada para ser submissa e intimidada pelas proporções de um dado biológico, desvia os olhos e caminha.

Sabe quando o estupro acontece? Quando seus amigos, namorado, pai e irmão se impõem pelo timbre de uma voz que sucumbe ao desejo de não querer ouvir, de ser exclusivo em razão e poder, e de ter vantagens sobre um corpo atravessado pela virilidade do discurso.

Sabe quando o estupro acontece? Quando ele controla suas roupas, suas saídas com amigas que, uma ou todas, são rotuladas como influência negativa ao bibelô que se quer criar. Quando ele não aceita que você saia sozinha. Isso mesmo! Porque sair sem ele, ainda que com outras mulheres, é estar à própria sorte em um universo que só nos reconhece à sombra do masculino.

Sabe quando o estupro acontece? Quando ele diz que você é rodada e, portanto, ideal para os amigos que não querem nada “sério”. Quando ele invoca rivalidades femininas ao elogiá-la dizendo: “você é diferente das outras!”. Quando, para convencer os amigos de que você foi A pegada da noite, ele simplifica alegando o quanto você é “gostosa”, ou extremamente linda.

Sabe quando o estupro acontece? Quando ele se satisfaz por ter gozado e ponto! Quando ele relativiza a violência contra outras mulheres perguntando: “você sabe o que ela fez, onde ela estava, que roupa usava, ou se ela o traía?”, ou, quando, para ele, a resolução dos problemas se resume a ser bem ou mal comida.


Enfim, você sabe quando o estupro também acontece? 
Imagem: reprodução/internet

Quando eu era pequena, costumava ser faladeira. Vejo vídeos de quando eu tinha uns 5 anos e imagino o quanto devia ser irritante ver aquela miniatura de gente com aquela vozinha esganiçada tagarelando pela casa afora. Eu lembro que também chateava meus colegas de classe e professoras de tanto que eu falava. Eu prestava muita atenção na aula, mas eu gostava de falar. Então me mandaram calar a boca.

E eu me calei. Me calei por anos, ao ponto de, na adolescência, ouvir um “ó, ela fala” depois de algumas semanas numa escola nova. Desenvolvi uma timidez muito grande, medo de me expressar, medo de ser julgada. Também passei a falar baixo (coisa que faço até hoje), e mesmo no único lugar onde eu me sentia à vontade para me expressar (em cima de um palco), eu ouvia meus professores mandarem eu falar mais alto.

Mas dessa vez eu não falei mais alto. Continuo com a voz baixinha, continuo me sentindo à vontade para falar muito apenas entre conhecidos, continuo achando que os incomodo com minhas conversas chatas. Ainda tenho medo de falar algumas coisas que acabam ficando apenas no pensamento, mesmo estando numa roda de conversa. Meu coração ainda palpitava no último ano de faculdade, nas poucas vezes em que eu tinha coragem de levantar a mão em classe.

Não me mandaram calar a boca apenas uma vez, e nem só com palavras. Me mandaram calar a boca praticamente todas as vezes em que eu falava. Sim, recebi castigos mais severos que o aceitável por falar demais, mas ainda acho que esse foi o menor dos fatores. Me mandavam calar a boca quando debochavam do que eu falava, quando me ignoravam por gostar de coisas diferentes dos meus colegas, quando não respeitavam minhas opiniões. E eu, em fase de desenvolvimento, fui acreditando que eu merecia mesmo era calar a boca.

Mas um dia eu descobri que eu não precisava tanto assim da boca para me expressar. Conheci a escrita, e todas as possibilidades que ela me dá. Comecei na literatura amadora, então cursei Jornalismo, e descobri causas sociais. Virei feminista. Ainda escuto calada quando algumas pessoas destilam bobagens, mas não poupo mais palavras quando tenho a oportunidade real de escrever. E não, eu não vou mais me calar.


Demorei quase três anos de namoro para perceber que não ter amigos não era normal. Antes de namorar conhecia muita gente e tinha um amigo em cada esquina e só fui perceber que não tinha mais isso tarde demais.

Na verdade, só percebi isso quando minha atual companheira anunciou que não poderia almoçar comigo, pois almoçaria com uma amiga que não via há anos, o que até aí tudo bem. Mas então percebi que ela, por mais que saísse pouco, saía mais que eu com os amigos e vinha reencontrando alguns, enquanto a minha pessoa aqui continuava sentada no sofá.

Antes de tudo, vamos deixar algo bem claro aqui: Não tem problema nenhum seu companheiro ter amigos, okay? Isso é saudável e deve ser incentivado, logo esse não é o problema nesse texto. O problema é: Percebi que tinha deixado todos os meus amigos para trás por causa de um relacionamento.

Minha namorada nunca foi contra os meus amigos ou contra eu ter amizades, pelo contrário, ela sempre me incentivava a sair de casa e me divertir. Porém, sua vida era diferente da minha. Enquanto eu era fã de uma festinha e de um barzinho, ela preferia ficar em casa e ver uma série, até porque ela era menor de idade na época e tinha seus pais.

Acabei deixando de ir numa festa ali, num barzinho aqui para ficar com ela numa sexta a noite e quando dei por mim tinha me apegado a essa vida mais calma. Os contatos dos amigos foi ficando mais raso, já que a escola acabou e cada um arrumou sua faculdade e emprego, deixando seu tempo livre para se divertir em festas e, por não estar indo, fiquei para trás.

Minha namorada fez os tão esperados dezoito anos e agora quem curte uma festinha é ela, estando numa faculdade encontrar amigos que também curte é bem mais fácil. A incentivo a fazer isso sem medo e sair com os amigos para se divertir. Sempre que posso digo “Sai, vai se divertir, se joga!”, pois sei como esses momentos são importantes para alguém na idade dela e na vida em si.

Mas eu tô aqui, gostando dessa vida pacata e quentinha. Peguei ódio por baladas e não consigo me divertir mais tanto como antes, porém isso não é desculpas para não ter amigos. Se sentir sozinho não é bom e não é algo que deve ser apreciado, não com muita frequência pelo menos.

Precisamos nos permitir ter outras pessoas junto de nós, outras pessoas para rir e contar nossos momentos. Seu namorado ou namorada pode sim ser seu melhor amigo também, mas não pode ser seu mundo. Você não pode abrir mão de tudo por ele. Às vezes achamos que o namoro que nos deixou sozinhos, mas se for calcular bem, talvez, você esteja passando o mesmo que eu. Se prendendo só por estar namorando, mas essa culpa é sua. Alguém te privou desses detalhes? Seu namorado reclamava disso? Se não, abra mão de uma sexta ou outra e vá se divertir. Você precisa de amigos, além de uns beijos.

Temos que parar de achar que namoro perfeito é namoro que tem cem por cento do tempo um para o outro. Isso não existe, você não precisa ter seu tempo reservado para uma única pessoa, seja ela quem for. Você precisa se permitir ter um tempo para você também.
Ter amigos e se rodear de gente do bem ajuda em várias coisas e não só psicológicas, mas também físicas. Vários médicos incentivam a amizade e a receitam para o dia a dia, pois não existe nada melhor do que ter pessoas que representem sua aura positiva e que estejam mais do que satisfeitos em fazer parte de uma família com você.

Seu namoro não é o núcleo do mundo, você é, então abra um sorriso e vá ser feliz!

Quem escreve: Olá, meu nome é Amanda, mas pode me chamar de Mandy. Sou escritora, desenhista e blogueira do Vintezanos. Tenho 21 anos e ainda sou um ponto de interrogação para o que quero do futuro. Sou apaixonada por coisas velhas e me sinto como uma mobília da casa!