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                                                           (Divulgação) 




A introdução do feminismo desde cedo se faz fundamental para o inicio de um empoderamento e para a quebra da sociedade machista construída pela cabeça patriarcal que vem perdurando de séculos ate os dias atuais.
Por esse motivo fiz uma seleção de livros com historias, e introduções ao feminismo de fácil leitura para todas com uma linguagem acessível a todas. 

                                                                  (Divulgação) 


     1-     Capitolina (Varias autoras) 
Uma seleção de textos de diversos temas escritos por feministas na revista virtual Capitolina (As ilustrações também.  

                                   (Divulgação)


     2-     Eu quero ser eu (Clara Averbuck)
Com humor, senso critico e sensibilidade, a escritora Clara Averbuck conta a historia de uma menina rebelde que se recusava a mudar sua opinião para se encaixar na normalidade do mundo atual

                                                (Divulgação)


     3-  O Que É O Feminismo (Branca Moreira)
O livro da Branca Moreira confronta os problemas vivenciados pelas mulheres na sociedade atual fazendo um paralelo com os tempos medievais.

                                           (Divulgação)


     4-     Feminismo e política (Flavia Birolli e Luis Felipe Miguel)
O livro destaca temas de debates feministas e políticos explicando as teorias de forma simples fazendo com que todas as mulheres compreendam e se familiarizem com o assunto.



          (Foto: Tumblr)


Sempre fui poliamor e favorável ao poliamor, mas de uns tempos pra cá o apego tomou conta de mim. Posso parecer uma louca desvairada e anacrônica, mas no momento só uma pessoa me faz feliz dentro de uma relação de dependência.
Eu tenho ciúmes sim, medo de perder e vontade de ficar perto do fulaninho a todo o momento e me julguei muito por essa necessidade absurda e metódica de ter e ser completada por um só alguém sendo que existem 7 bilhões de pessoas no mundo.
Apesar das minhas pequenas crises meu amor e desejo não faz com que todas as mulheres do mundo tornem-se minhas inimigas, meu choro de ciúme é pelo medo de perder e não culpa das outras mulheres.
Minha intensidade sempre foi sufocante, e se eu to só com uma pessoa ela terá de mim tudo, mas isso não fará com que eu abra mão de quem eu sou, nem das minhas lutas e ideias, o meu amor anda de mãos dadas com a calmaria de saber que tenho do meu lado um alguém recíproco, que me ama com a minha intensidade e paranoias sem abusar do meu eu.
Eu não quero perder esse alguém, mas também não quero me perder em devaneios de posse e muito menos em histerias sem sentidos. Eu mereço e quero um alguém que me de as mãos nos momentos de desespero, e os beijos mais alucinados nos momentos que o tesão toma conta do meu pequeno ser.

Não desista de mim, mas não espere que um dia eu mude, eu quero você com todos os defeitos e artimanhas que te pertencem, e quero que me queira  inteira, maluca, neurótica, e acima de sua,  minha , toda e eternamente minha. 
                                                           (Foto:Tumblr)



A sensação de não se encaixar em porra nenhuma é algo que sempre influenciou à minha maneira de viver a vida.
Comecei a faculdade em um curso e universidade ambos maravilhosos e ao mesmo tempo que sentia como se nada me faltasse, um vazio imenso e uma dificuldade enorme em socializar com aquele pessoal me tiravam do sério.

Nunca tive dificuldades em socializar, inclusive a miscigenação de culturas, gostos, modo de ver a vida foi algo que sempre me encantou e atraiu-me profundamente.
O fato é, eu sempre me achei errada demais para o mundo e tentava realizar mudanças impossíveis no meu modo de viver. Mas será que eu estive certa esse tempo todo em que tentei mudar meus aspectos para me encaixar em uma sociedade extremamente escrota e por muitas vezes ignorante?  Obvio que não, e eu sempre soube disso.

A aceitação de que eu não estava errada em não me encontrar no limbo social, me dá um certo alivio e desespero continuo. É muito chato se sentir sozinha no mundo, abandonada, desgostosa, mas mais chato ainda é fazer parte de uma sociedade padronizada onde as regras são impostas por corpos perfeitos, dinheiro, e vazios existenciais.

O meu vazio é fruto de uma solidão, do fato de não conseguir me encontrar em meio a multidões, e não um vazio de mim mesma. Eu sei que sou completa, tenho meus conhecimentos, minhas vontades, minha solidez pessoal, e eu não preciso de respostas do mundo para saber se estou certa ou errada no meu modo de viver, mudar o mundo sempre foi uma vontade minha da juventude, mas não tornando as pessoas parecidas comigo (até porque isso seria insuportável) o que seria mudar de uma padronização para outra.

O que eu realmente sinto vontade é de pegar um martelo magico que pudesse quebrar todo e qualquer bom costume que obrigue as pessoas a seguirem padrões, e se afastarem de seus desejos e vontades.
Tudo o que eu quero é demonstrar meus desejos, me realizar, e sentir a vida em mim como se sente pingos de chuva em uma tempestade, não aguento mais me esconder da chuva, da vida, das coisas boas que o mundo omite atrás de uma máscara de massificação e padronização.

Eu quero a luz de ser eu mesma e sentir a s radiações alheias como uma mágica que me adentra, me toca, e me transborda, quero ensinamentos e novidades que são inadmissíveis a consciência da sociedade atual.

Afinal, talvez eu só precise de liberdade, liberdade o suficiente para libertar, salvar e me salvar; liberdade de viver sem amarras, travas, mesmices, angustias. O mal amar e o amar fazem parte da alma, estou virando a outra face para a vida bater. 
                                                                            Foto: Divulgação

Escrevi esse texto porque estou cansada de ver gente romantizando depressão.
Vamos lá, depressão é uma coisa séria e não um capricho adolescente, e nem uma invenção para chamar a atenção.

As crises são terríveis a ponto de não permitir que a pessoa saia da cama, se entregue a choros  pouco a pouco perdendo a vontade de fazer qualquer tipo de atividade.

Aceitação e tratamento são o fundamental para a sua vida, a doença em si não te prejudicará em nada, mas o modo que você digere palavras alheias sim.

Não deve ser normal falar para uma pessoa que sofre desse mal que a culpa é dela, que tudo pode se resolver basta querer. Assim como um monstro de mil braços a depressão agarra as vitimas e as sufoca de modo que elas nem ninguém são capazes impedir.
Tenho depressão desde os 16 e sinto crises existenciais constantes, por muito tempo me senti pressionada achando que a culpa era minha, que precisava me render alguma forma, ser grata a minha vida ou simplesmente “parar de frescura” como todos a minha volta recomendava.

Meu recado não é para essas pessoas que por muitas vezes por falta de informação ou simplesmente falta do que fazer recomendam para que pessoas que sofram desse mal simplesmente o deixem pra lá e aproveitem a vida que tem. A única coisa que eu tenho a dizer a pessoas que rodeiam alguém que sofre com depressão é: cuidado com suas palavras, algo que não te fere pode soar brutal a esse alguém, tomar cuidado com as palavras ditas é o mínimo que você deveria ter aprendido com a tia do pré.

Pessoa como eu que possuem o diagnostico, precisam mais do que nunca acreditar em si mesmas, realizar o tratamento e por hipótese nenhuma deixar seu brilho se corromper com amarguras alheias.

A culpa não é sua, e você não tem controle sobre seus sentimentos e tão pouco sobre esse monstro que te rouba à vitalidade, você não precisa da opinião dos outros e tão pouco da pena de ninguém.

Você é bem mais que tudo isso e não precisa de boas palavras e tão pouco de más, só precisa da coragem de ser tudo que és, sem limites, ou mentiras, mas com devaneios, ânsias, amores e loucuras, como qualquer outro ser. Acredite no atual momento estamos todos inabitáveis.  


Há dias em que ecoo esta frase quase como um mantra. Gosto de acreditar na ilusão de que tudo tem um destino porque querendo ou não, de certo modo é reconfortante você pensar que não pode fazer nada pra mudar o que te acontece.



Mas hoje me peguei reflexiva... Vi que uma amiga que namorava há anos, já tava até morando junto, terminou o relacionamento. É engraçado que fico mais em choque que os próprios envolvidos. Poxa, eles pareciam combinar tanto, pareciam que ficariam juntos para sempre... Quem poderia imaginar?! Afinal, será que alguma coisa é realmente pra ser? Será que não estamos perdidos no limbo do acaso? Será que tudo não passa de mera coincidência? Não encontrei resposta.



Sempre que não tenho respostas imediatas para os questionamentos de gêmeos com ascendente em câncer o papel e a caneta são meus melhores amigos. E escrevendo agora percebo que talvez nada seja “para ser”, mas tudo seja para CRESCER.


Nunca tinha pensado por esse ângulo e de repente todos os acasos fizeram sentido. Cada pessoa, cada dia, cada queda... Enfim, tudo que acontece na nossa vida pode até não vir a ser obra de um destino ou coisa do tipo, mas sem sombra de dúvidas é o que faz a gente aprender a lidar com essa tal de vida. A gente sempre espera pelo amanhã... Haverá? Vamos viver e amadure[ScER].


Luara é geminiana com ascendente em câncer. Intensa por natureza, socióloga por profissão, atriz por paixão, bailarina por amor e feminista por dever!