Mostrando postagens com marcador alegria. Mostrar todas as postagens
                                        Foto: Tumblr


Na nossa condição irracional, impetuosa, e muitas vezes invejosa temos ânsia de um pra sempre.
Seja o que for, temos a ideia de que todas as coisas não possuem a necessidade de fluir mas sim permanecer estáticas em nossas vidas, como se a escolha fosse apenas nossa, ou melhor necessária.
Vi amigas sustentando um relacionamento abusivo, quantos casamentos sem amor, quantos amigos cursando faculdades infelizes por não se identificarem com a carreira escolhida... Pra que?
Pra que relutar com o destino? Pra que sofrer em vão e derramar gotas de vida lutando por um pra sempre que supostamente deixa sua vida mais sólida ou mais “feliz”?
Por que não deixar o curso da vida nos arrebatar, e nos deixar livres, recomeçar do zero, até que por fim nos encontremos com nós mesmos?
Se pertencer talvez seja a missão mais complexa de nossas vidas, vivemos em busca da liberdade, mas talvez não saibamos ser livres, vivemos em buscas de correntes que fazem nossas vidas fazerem sentido sendo que só é possível viver sem correntes.
Não existem segredos para se viver, e nem livro de autoajuda que nos tire do abismo que chamamos de vida.
Opiniões alheias já não acrescentam mais. Relacionamento bengala, amizade interesseira, faculdade sem vocação, nada disso é vida! A vida tá no respirar livre, no dormir em paz, no reconhecimento de si mesmo quando olha para trás e possui orgulho do caminho seguido.
Só você pode se fazer feliz, e só você é pra sempre seu. 

Reprodução/Internet


Já fazem alguns dias que sinto vontade de transbordar para as palavras um sentimento que sei lá ao certo o que é. Talvez gratidão.

Há tempos não me sentia assim, tão satisfeita com tudo, tão contemplando o mundo... Por ora até me escapa alguma lágrima involuntária, mas em momento algum é de tristeza. Combinaria mais com um excesso de transbordar, acho que é isso. É permitir-me.

Hoje vi um parque com cheiro de infância. Daqueles de cidade pequena sabe? Cheio de luzes coloridas. As luzes do parque fizeram acender em mim cores que eu mal sabia que tinha... Ah, que graça elas são!

Os gritos misturados com risadas e gente saindo daquele lugar com algodão doce na mão me fizeram lembrar o quão efêmera é a felicidade. Talvez dure o segundo de um dos brinquedos quando está parado no ar de ponta cabeça ou talvez dure os minutos enquanto se dissolve na boca o açúcar do algodão.

Não sei se é a chegada da primavera, se é a tensão pré-menstrual... Só sei que hoje fiz de mim parque. E só torço para que valha a pena o preço do ingresso. Que seja doce como o algodão e leve como a brisa que bate na nuca quando o brinquedo vira. Que seja. E assim seja!